quarta-feira, 25 de junho de 2014

Adoração a Oxum


"Eu saúdo quem rompe na guerra
Senhora das águas que correm caladas
Oxum das águas de todo som
Água da aurora no mar agora
Bela mãe da grinalda de flores
Alegria da minha manhã

Orarei a Oxum
Que adoro Oxum, sei que sim
Xinguinxi comigo"

(Maria Bethânia)


quarta-feira, 18 de junho de 2014

cabelo ruim sim, me respeite



Hoje, dia 18 de junho de 2014, fui vítima do preconceito racial. Uma realidade tão distante para mim, garoto tecnicamente "pardo" e de classe média... não deveria sofrer isso. Mas sofri. Embora não tenha me causado danos psicológicos grandes ou físicos (apenas o polegar machucado) marcantes, sofri um golpe significativo em minha autoestima. E por um brincadeira. É.
Começou assim: Uma pessoa caucasiana, de família relativamente de boa condição, vivendo sua zona de conforto, resolve que simplesmente lhe foi dado o direito de ser fashionista e hair stylist da humanidade e então tem o direito de ser julgador da aparência de toda e qualquer pessoa. E me escolheu para testar suas habilidades.
"Tá na hora de cortar o cabelo. Você tem que perceber que seu cabelo é ruim"
Uma brincadeira. Uma brincadeira que mascarou uma atitude racista. Talvez um racismo inconsciente, nunca vou saber.
O que leva o ser humano a sair de seu habitat natural para dizer a outro o que ela deve ou não deve fazer, embasando seu argumento em um discurso fisiologizante e racismo, impondo um padrão etnocêntrico do que é um cabelo bom e um cabelo ruim, amparado, supostamente, por uma intimidade que ele julgou ter e que lhe permitia invadir meu espaço pessoal desse jeito.
Minha única reação - graças à intensidade de minhas emoções - foi agredi-lo fisicamente (lhe dei um apertão no mamilo, foi involuntário ou talvez meu orixá dando a resposta por mim rs) e ele retribuiu segurando meu dedo e acidentalmente (talvez) o entortou, perguntando "há necessidade disso? por causa de uma brincadeira?". Não respondi.Deixei que meu desprezo falasse por mim. Tenho um problema grande relacionado ao controle fino das minhas emoções; elas são tão intensas que eu não consigo pensar direito diante de um sentimento como a raiva. Ele saiu.
Foi um choque no momento. Um misto de raiva e outro sentimento. Engraçado. Não era a primeira vez que eu ouvia isso. Até mesmo da minha própria mãe, que é negra, eu já ouvi isso (e não posso julgá-la, pois ela não tem o mesmo empoderamento que eu). Mas de alguma forma, esse babaca conseguiu me atingir.
Refleti sobre o fato e quanto mais pensava, mais raiva tinha. E me percebi olhando de maneira estranha para o meu cabelo. Um sentimento quase que estranhamento. Até aquele momento, eu estava muito bem com os meus ~cachinhos~, o traço de minha ancestralidade, a morada de meus Protetores, o sinal de pertencimento da realeza africana (como diz minha amiga Mara). De repente, eu me sentia como que obrigado a me enquadrar ao padrão que o meu opressor me impôs. Acho que descobri na pele que a tal "democracia racial" é realmente um mito. O quão importante são as politicas afirmativas e de reparação de divida histórica. Mas graças a minha mãe Iansã, eu sou uma pessoa de temperamento MUITO forte. E precisa de muito pra mim oprimir.
Ainda que tenha havido o choque inicial, não vou deixar me abater por isso.Ainda somos somos oprimidos em senzalas ideológicas por uma lógica que coloca os oprimidos como seus próprios captores. E isso me deu mais vontade política para enfrentar essa tida "supremacia branca".
Sim, meus caros, estamos em guerra.


Pois bem, Sr. D. Não vou cortar meu cabelo, não. Meu cabelo ruim é minha arma e ato de rebeldia. Prefiro minhas molinhas a ao seu cabelo liso ensebado. Eu prefiro a minha pele negra, marcado de sol, do que sua tez insossa e sem cor.
Meu cabelo ruim é afirmação de identidade quanto negro. É um ato político. E nos meus padrões estéticos, estou muito bem, obrigado. Não preciso seguir nenhum padrão vigente, nem nenhum manual. Sou livre. E o dono da minha vida sou eu e não você. Até onde me consta meu cabelo ruim só diz respeito a mim e não a você e se te incomoda, sinto muito, mas só cabe a mim decidir o que fazer com ele.
Espero muito que esse seu preconceito seja algo inconsciente e que você esteja reproduzindo de forma "inocente". Espero do fundo do meu coração, pelo carinho que tenho a você. Espero.

Meu cabelo é bonito. Feio é o seu preconceito.

Inclusive, seguem  os links de textos para que, talvez, você consiga a salvação: http://observatoriodefavelas.org.br/noticias-analises/para-alem-dos-fios/
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-546X2000000200003&lng=pt&nrm=iso&...

Desânimo (Maria Luíza Nora)


Cuspir a cara da vida
(certeza que ele morreu)
cuidar de partir para sempre
fugindo do esquema 
que nunca foi seu.

Buscar a tragédia, a loucura 
provar o gosto do mar
tomar um banho de chuva
e, se enxugando, chorar.

Olhar o tédio, o vazio 
ouvir o vento soprar
cortar-se 
e não dar os pontos
tranquila deixar sangrar.




bonus track: 

GUILHOTINA (Maria Luíza Nora)
O pior da guilhotina
é esperar por ela;
é saber que ela vai desabar.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Você teria um instante para ouvir a palavra de Exu?

Senso comum é um negócio do cão. A pessoa ouve uma informação pelo meio, não para pra refletir e multiplica a informação a partir de suas percepções de mundo e transmite essa informação fragmentada e cria uma inverdade que mais cedo ou mais tarde se cimenta na cultura como verdade.
Quem sabe o quem é Exu?
Muita gente acredita que ele é o diabo, mas na verdade, Papa Legba é o senhor do movimento da vida. Da sexualidade, da magia, do calor, da força motriz da vida, dos caminhos... de tudo. É o primeiro Orixá a ser saudado nas giras. O primeiro a interceder pelo ser humano. O primeiro de tudo. 
Mas muita gente insiste em dizer que ele é o diabo.
É.

Pensando nisso, achei esse documentário maravilindo relacionado como é que Exu existe no imaginário popular. Espero que gostem e se informem. 
Achismo é preguiça mental; um mal para a Humanidade.

Sinopse: Dança das Cabaças - Exu no Brasil é uma investigação poética sobre a divindade africana Exu no imaginário brasileiro. Trazido pelos escravos com outros Deuses do panteão Yoruba, Exu foi colocado à margem e passou por um processo de demonização que se inicia na missão católica na África e se estende no período colonial brasileiro, onde seus atributos originais foram ocultados. 
Exu que na África era caracterizado como o princípio da vida, a força que move os corpos, a dinâmica, o senhor dos caminhos e das encruzilhadas, a principal ponte entre os mortais e as divindades que habitam o além, passa a ser visto como a personificação do mal perante o modelo cristão, devido ao seu seu símbolo fálico e seu comportamento astucioso.
Dirigido por Kiko Dinucci, o filme passa pelas diversas vertentes das religiões afro-descendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Dança das Cabaças-Exu no Brasil conta com participações de Sacerdotes e estudiosos.



segunda-feira, 16 de junho de 2014

Pensamentos Paralelos: Do racismo

Texto escrito pelo lindo do Ademário Costa e vale super a pena ler.


Guia prático para brancos saberem se estão sendo racistas.

O que me motiva a escrever novamente é a reação das pessoas que se sentiram ofendidas com o titulo do texto “Só podiam ser brancos e ricos”. Atribuindo ao mesmo um conteúdo racista. 

Este tipo de reação é fruto da forma em que se estrutura o racismo na sociedade brasileira. No Brasil a cor da pele e os traços físicos, constituem componentes determinantes do posicionamento econômico e social dos indivíduos. A naturalidade com que se associa a condição de ser branco com o consequente sucesso profissional, melhor renda e localização social, exime esta parte da população de se envergonhar de sua condição de maioria ideológica, social, política e econômica mesmo sendo minoria populacional.

Do outro lado da moeda os negros são maioria em todas as situações de vulnerabilidade social, nas prisões, nas favelas, na exposição ao crime, entre os que estão fora da escola, mesmo nos estados do Sul, em que somos minoria populacional, estamos super representados entre os mais pobres.
Apesar da naturalização desta situação ela só foi possível graças à política oficial de favorecimento da população branca através de políticas de estado. Isto se chama racismo institucional.

Através da Bula “Dum Diversas” o Papa Nicolau, autoriza o rei de Portugal colocar indígenas e africanos no trabalho escravo. Poder este que foi estendido em 1554 ao rei da Espanha; Um decreto lei complementar à constituição de 1824, proibiu a comunidade negra de frequentar a escola, qualquer escola; A lei de terras (1850/ nº601) determinava que as terras só pudessem ser obtidas através de compra. Enquanto isso, o exercito foi encarregado de combater os quilombos e os imigrantes europeus receberam terras, dinheiros e sementes.

A guerra do Paraguai foi usada para exterminar um milhão de negros; A Lei do ventre livre determinava que as crianças nascidas de pais escravizados fossem separadas de suas famílias surgindo a primeira legião de menores abandonados; A lei dos sexagenários desobrigou os senhores de cuidarem dos trabalhadores escravizados ao ficarem velhos e doentes.

Em 28 de junho de 1890 um decreto lei reabriu a política de imigração, direcionada a população europeia e impediu a entrada de africanos e asiáticos. O objetivo foi de utilizar a mão de obra branca e europeia para ocupar os principais postos de trabalho na nascente indústria paulista, impedindo que a população negra ocupasse estes postos e se tornasse uma poderosa classe média. Pobres brancos foram utilizados para marginalizar os negros.

Estas leis são parte da construção histórica que naturalizou a atribuição de características negativas a comunidade negra, e nos fizeram achar normal o posicionamento de brancos nos melhores espaços. Assim, o texto anterior rompe com o pacto de silencio sobre o tema, fazendo um setor, da sociedade, experimentar uma caracterização com a qual não estão acostumados.

Desprovidos do poder no Brasil, não podemos ser acusados de racistas quando identificamos que o preenchimento das “áreas vips” através de critérios negociais, de proximidade social e de classe, culmina com uma hiper representação da população branca em todos os espaços de poder, bem distante do que realmente representam no conjunto populacional do país.

Mas se apesar disso tudo você acha que sua condição social, econômica ou política se deu única e exclusivamente pelos seus méritos pessoais, não apoia as políticas de reparação ou acha que elas são apenas favores do Estado. Se foi contra o PROUNI, cotas raciais para ingresso nas universidades e no serviço público, bolsa família, mais médicos, elevação do salário mínimo, direitos das domésticas. Se não está disposto a abrir mãos de seus privilégios e reconhecer as vantagens comparativas inerentes a sua cor de pele. Então não tem jeito, gire sua bússola, ou vai continuar sendo racista.

Ademário Sousa Costa. Cientista Social.

Gramsci explica

Refletir sobre as concepções filosóficas presentes no senso comum é um modo de preparar-se para responder a esta questão...
Deve-se destruir o preconceito, muito difundido, de que a filosofia seja algo muito difícil pelo fato de ser a atividade intelectual própria de uma determinada categoria de cientistas especializados ou de filósofos profissionais e sistemáticos. Deve-se, portanto, demonstrar, preliminarmente, que todos os homens são filósofos, definindo os limites e as características desta filosofia espontânea peculiar a todo o mundo, isto é, da filosofia que está contida: 1) na própria linguagem, que é um conjunto de noções e de conceitos determinados e não, simplesmente, de palavras gramaticalmente vazias de conteúdo; 2) no senso comum e no bom senso; 3) na religião popular e, conseqüentemente, em todo o sistema de crenças, superstições, opiniões, modos de ver e de agir que se manifestam naquilo que se conhece geralmente por folclore.

Após demonstrar que todos são filósofos, ainda que a seu modo, inconscientemente (porque, inclusive na mais simples manifestação de uma atividade intelectual qualquer, na linguagem, está contida uma determinada concepção do mundo), passemos ao segundo momento, ao momento da crítica e da consciência, ou seja, ao seguinte problema: – é preferível pensar sem disto ter consciência crítica, de uma maneira desagregada e ocasional, isto é, participar de uma concepção do mundo imposta mecanicamente pelo ambiente exterior, ou seja, por um dos vários grupos sociais nos quais todos estão automaticamente envolvidos desde sua entrada no mundo consciente (e que pode ser a própria aldeia ou a província, pode se originar na paróquia e na atividade intelectual do vigário ou do velho patriarca, cuja sabedoria dita as leis, na mulher que herdou a sabedoria das bruxas ou no pequeno intelectual avinagrado pela própria estupidez e pela impotência para a ação) ou é preferível elaborar a própria concepção do mundo de uma maneira crítica e consciente e, portanto, em ligação com este trabalho do próprio cérebro, escolher a própria esfera de atividade, participar ativamente na produção da história do mundo, ser o guia de si mesmo e não aceitar do exterior, passiva e servilmente, a marca da própria personalidade?

Requiem For A Dream (2000) - A Vida Não é Um Sonho

Na liturgia cristã, o réquiem é uma espécie de prece ou missa especialmente composta para um funeral. Na música, por sua vez, o termo faz referência às composições feitas sobre os textos litúrgicos relatados na primeira acepção, muito embora haja ainda referências ocasionais a outras composições musicais em honra aos mortos.


Eu, particularmente, adoro filmes que desnudam a alma humana; filmes que causam uma espécie de asco e fascínio em quem assiste. Filmes que me deixam sem fala quando terminam... Desses filmes...
Ontem a noite, eu vi um filme maravilhoso estrelado pelo lindíssimo Jared Leto – Requiem for a Dream.  E olha, menina, que filme...
Um filho problemático e rebelde, viciado em drogas sintéticas. Uma mãe passiva e super protetora que perde todo o sentido da vida quando fica viúva e o filho sai de casa. Uma garota viciada em heroína que sonha em ser designer de moda. Um cara fracassado também viciado em heroína e que sonha em “subir” na vida da maneira mais fácil. Tudo isso amarrado numa trama frenética do jeito que só o Darren Aronofsky consegue fazer.


Mas antes vamos falar de Pós-modernidade, vulgarmente conhecida como Era de Aquário. Como o mundo tá louco não? Os mais entusiastas diriam que isso é o começo de uma nova era... Não duvido. Mas vamos combinar que a coisa não tá bonita né? A modernidade nos deixou vazios de valores e paradigmas e o que nos resta é o nada. Ou a dita Pós-modernidade. Mas, tio Uigue, isso é ruim? Eu não diria ruim, paradigmas são para serem quebrados e revistos, só para isso que eles servem. O que eu critico é a postura das pessoas que, para justificar suas loucuras e desvios, usam adesculpas que “são os novos tempos”. Por favor, me faça uma garapa de limão balão com 51. Mas o motivo de citar a Era de Aquário não era esse e sim trazer a luz o quanto estamos condicionados a vivermos loucos e ansiosos a “nos dar bem na vida” e o que essa ansiedade nos provoca: somos escravos de um sistema exploratório onde é possível “comprar a felicidade” e ela só é obtida desse jeito: pela compra. E essa “felicidade” vem de muitas formas, inclusive, sob a forma de drogas sintéticas, o ponto alto do filme. Eu não sou contra o uso de drogas, acho que cada um sabe o que faz e mesmo os que não sabem, tem informação o suficiente para. Fora que, tem drogas como a maconha (LEGALIZA!) que não são tão maléficas ou vilãs assim, pois antes mesmo de se utilizar como droga, eram usadas para fitoterapia e razões ~místicas~.
Mas voltando ao filme... O Harry (o filho rebelde) é viciadíssimo em heroína, do tipo que vende as coisas da mãe (D. Sara, simpática ela). Até que um dia ele tem a grande ideia de vender cocaína adulterada para poder ter mais dinheiro para “se picar” e chama seu grande amigo Tyrone (o cara fudido que sonha em crescer na vida) e sua namorada (a Marion, personificada pela grande Jennifer Connelly – checar grafia) para fazer parte do negócio. Até ai tudo muito bem, tudo muito bem. Do outro lado da cidade, a simpática e risonha D. Sara, vive sua vida sofrida e solitária, cuja única diversão é ver televisão. Através desse vicio, ela consegue esquecer de todos os problemas relacionados a sua vida tediosa e carente de atenção. Ah, e ela tem um sonho: aparecer na televisão um dia. Não pretendo discorrer mais sobre o roteiro do filme e sobre o que acontece com eles porque isso seria dar spoilers e eu não sou mais a pessoa pró-spoiler que era antigamente. Vou focar minhas atenções na personagem Sara Goldberg -ela me conquistou e fisgou toda a minha atenção, essa danada.
Um dia essa linda moça recebe um telefonema dizendo que ela seria chamada para um programa de tv. A mulé~ entrou em surto. Tinha porque tinha de mudar a aparência e emagrecer de todo jeito. Inclusive, ela passou a ser uma celebridade instantânea na vizinhaça. Tudo perfeito. O que poderia acontecer de pior?
Desde então, começou a vigília diária da balança e da caixa de correios, esperando por pesos perdidos e informações do programa sobre quando ela iria aparecer. A dieta rigorosa não estava trazendo resultados esperados e ela resolveu, então, procurar um médico que a receitasse remédios para emagrecer e assim aconteceu. Ela passou a tomar pílulas em certos horários e uma para dormir. Só que ela não contava com os efeitos colaterais: alucinação e paranoia. Não que remédios para emagrecer causem isso (rs), mas acontece que no começo dos anos de 1980, a metanfetamina era uma substância utilizada para esse fim (depois se descobriu o malefícios etcetc). Do uso excessivo, D. Sara ficou louca coitada; entrou no ralo mesmo e não conseguiu sair. Louca de pedra. Resumo da ópera: Ela terminou internada em um hospital psiquiátrico e vivendo tratamento de choque. Sua vida toda foi destruída e até mesmo sua dignidade. E tudo isso por causa do sonho de fama que lhe venderam. O sonho de felicidade que ela foi condicionada a acreditar que existia.
Ponto alto do filme é a fotografia e edição. Tudo no filme passa a sensação de ~lombra~ e ~fritação~ de droga sintética. A cena da Sara ligando a tv por exemplo, entre outras. A maquiagem também é sensacional. A Ellen Burstyn se transformou mesmo a ponto de se tornar irreconhecível no fim do filme.
No final, eu fiquei extremamente reflexivo e uma pergunta povoa minha mente até hoje: quanto vale um sonho? Onde que a busca por um sonho deixa de ser válida e se torna obsessão?
Fica ai a dica de filme e reflexão.


Ellen Burstyn <3

Trailer:

Sinopse:

 Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos.
Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre.
Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro.
Já Sara, mãe de Harry, viciada em assistir programas de TV.
Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que transmitido para todo o país.
Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico.
Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento. (Fonte: Filmow)