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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Flores.



Outro jovem se suicidou na universidade onde eu estudo. O segundo desse ano e creio que o segundo de mais alguns que virão...
Não ignoro a dor das pessoas que estão sofrendo com a perda dele e até me sensibilizo. Mas isso me parece tão egoísta no fim das contas. Por que ele deveria continuar a viver se dentro dele, ele sentia que não deveria? Quem somos nós para impor a vida a alguém? Será que não foi melhor que ele tem terminado sua própria agonia do que viver como um morto-vivo? Não conhecia o rapaz, mas, de repente, me sinto extremamente íntimo dele. A morte tem dessas coisas, né? Apesar de não saber o motivo que o levou a se matar, eu me reconheci na sua dor. No ato extremo de chegar ao extremo. 
Isso me levou a refletir sobre outra coisa também: a gente se acostuma a render homenagens apenas quando perdemos as pessoas. 
Estranho isso, não? 
São tantos os apelos silenciosos  que as pessoas dão todos os dias e ninguém percebe? Por que então somente dar rosas depois que o corpo já não tem mais vida? Por que não se preocupar, dizer um "te amo", um abraço quem sabe, quando o corpo ainda tem vida? 
Eu posso está parecendo um tanto frio nesse caso e não quero que assim pareça. Só quero deixar aqui a reflexão: como estamos cuidando de quem amamos? 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Suicídio, Liberdade e Durkheim

"Acho muito injusto as pessoas não terem o direito de tirarem a própria vida"

Ouvi essa frase de uma amiga minha. Refleti sobre ela durante um bom tempo - não que seja esse meu pensamento (embora já tenha me ocorrido e ocorre com frequência tal coisa e já tentei algumas vezes). Fiquei pensando como que é extremamente injusto que nossa sociedade nos imponha (ainda que de maneira indireta) o ato de viver. Me peguei no "se": Se eu não quiser mais viver? Se eu tiver porque viver? E quem são vocês para me dizem que devo continuar vivo sendo que não me é mais interessante estar vivo? Não há sentido que se defenda a todo custo a liberdade sem que seja dada também essa liberdade. Essa imposição é uma violência à subjetividade dos indivíduos. Mais uma violência dentre outras...Durkheim tem um trabalho sobre o suicídio como fato social - esse suicídio que não é mais uma subjetividade mas também uma interferência na realidade de outrem. Ele também observava os suicídios em série, como muito se acontece nas sociedades. Para Durkheim, a causa primordial dos suicídios estaria na necessidade da liberdade face à falência das crenças tradicionais; perda da eficiência das ideias e sentimentos tradicionais irrefletidos para dirigir a conduta, sem um novo sistema de crença comumNo âmbito das pós-modernidade, vivemos um período de desreferencialização do real e dessubstancialização do sujeito. Crise de valores e mudanças. Bom e ruim. Nada. Ao mesmo tempo que se avança na tecnologia, se retrocede na valorização e no respeito (alteridade) ao outro. Até que ponto esse progresso se torna ruim? Não quero parecer conservador nem nada do tipo (até porque nem congrego com ideias retrógradas), mas estamos claramente em tempos de crise. E o que vamos fazer sobre isso? Talvez nos matarmos. É uma possibilidade.
Espero que quando eu o fizer (o que não é uma possibilidade tão impossível assim para mim; não é tão impossível para ninguém) não me julguem. Ou pelo menos tentem me entender e não me odeiem. 

Se te Queres Matar

Se te queres matar, por que não te queres matar? 
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida, 
Se ousasse matar-me, também me mataria... 
Ah, se ousares, ousa! 
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas 
A que chamamos o mundo? 
A cinematografia das horas representadas 
Por atores de convenções e poses determinadas, 
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím? 
De que te serve o teu mundo interior que desconheces? 
Talvez, matando-te, o conheças finalmente... 
Talvez, acabando, comeces... 
E, de qualquer forma, se te cansa seres, 
Ah, cansa-te nobremente, 
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira, 
Não saúdes como eu a morte em literatura! 

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente! 
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém... 
Sem ti correrá tudo sem ti. 
Talvez seja pior para outros existires que matares-te... 
Talvez peses mais durando, que deixando de durar... 

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado 
De que te chorem? 
Descansa: pouco te chorarão... 
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco, 
Quando não são de coisas nossas, 
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte, 
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros... 

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda 
Do mistério e da falta da tua vida falada... 
Depois o horror do caixão visível e material, 
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali. 
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas, 
Lamentando a pena de teres morrido, 
E tu mera causa ocasional daquela carpidação, 
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas... 
Muito mais morto aqui que calculas, 
Mesmo que estejas muito mais vivo além... 
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova, 
E depois o princípio da morte da tua memória. 
Há primeiro em todos um alívio 
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido... 
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente, 
E a vida de todos os dias retoma o seu dia... 

Depois, lentamente esqueceste. 
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente: 
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste. 
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada. 
Duas vezes no ano pensam em ti. 
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram, 
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti. 

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos... 
Se queres matar-te, mata-te... 
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ... 
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida? 

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera 
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor? 

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida? 
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem. 
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma? 

És importante para ti, porque é a ti que te sentes. 
És tudo para ti, porque para ti és o universo, 
E o próprio universo e os outros 
Satélites da tua subjetividade objetiva. 
És importante para ti porque só tu és importante para ti. 
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim? 

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? 
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, 
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial? 

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida? 
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente, 
Torna-te parte carnal da terra e das coisas! 
Dispersa-te, sistema físico-químico 
De células noturnamente conscientes 
Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos, 
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências, 
Pela relva e a erva da proliferação dos seres, 
Pela névoa atômica das coisas, 
Pelas paredes turbihonantes 
Do vácuo dinâmico do mundo... 


Álvaro de Campos, in "Poemas" 

Heterónimo de Fernando Pessoa


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Requiem For A Dream (2000) - A Vida Não é Um Sonho

Na liturgia cristã, o réquiem é uma espécie de prece ou missa especialmente composta para um funeral. Na música, por sua vez, o termo faz referência às composições feitas sobre os textos litúrgicos relatados na primeira acepção, muito embora haja ainda referências ocasionais a outras composições musicais em honra aos mortos.


Eu, particularmente, adoro filmes que desnudam a alma humana; filmes que causam uma espécie de asco e fascínio em quem assiste. Filmes que me deixam sem fala quando terminam... Desses filmes...
Ontem a noite, eu vi um filme maravilhoso estrelado pelo lindíssimo Jared Leto – Requiem for a Dream.  E olha, menina, que filme...
Um filho problemático e rebelde, viciado em drogas sintéticas. Uma mãe passiva e super protetora que perde todo o sentido da vida quando fica viúva e o filho sai de casa. Uma garota viciada em heroína que sonha em ser designer de moda. Um cara fracassado também viciado em heroína e que sonha em “subir” na vida da maneira mais fácil. Tudo isso amarrado numa trama frenética do jeito que só o Darren Aronofsky consegue fazer.


Mas antes vamos falar de Pós-modernidade, vulgarmente conhecida como Era de Aquário. Como o mundo tá louco não? Os mais entusiastas diriam que isso é o começo de uma nova era... Não duvido. Mas vamos combinar que a coisa não tá bonita né? A modernidade nos deixou vazios de valores e paradigmas e o que nos resta é o nada. Ou a dita Pós-modernidade. Mas, tio Uigue, isso é ruim? Eu não diria ruim, paradigmas são para serem quebrados e revistos, só para isso que eles servem. O que eu critico é a postura das pessoas que, para justificar suas loucuras e desvios, usam adesculpas que “são os novos tempos”. Por favor, me faça uma garapa de limão balão com 51. Mas o motivo de citar a Era de Aquário não era esse e sim trazer a luz o quanto estamos condicionados a vivermos loucos e ansiosos a “nos dar bem na vida” e o que essa ansiedade nos provoca: somos escravos de um sistema exploratório onde é possível “comprar a felicidade” e ela só é obtida desse jeito: pela compra. E essa “felicidade” vem de muitas formas, inclusive, sob a forma de drogas sintéticas, o ponto alto do filme. Eu não sou contra o uso de drogas, acho que cada um sabe o que faz e mesmo os que não sabem, tem informação o suficiente para. Fora que, tem drogas como a maconha (LEGALIZA!) que não são tão maléficas ou vilãs assim, pois antes mesmo de se utilizar como droga, eram usadas para fitoterapia e razões ~místicas~.
Mas voltando ao filme... O Harry (o filho rebelde) é viciadíssimo em heroína, do tipo que vende as coisas da mãe (D. Sara, simpática ela). Até que um dia ele tem a grande ideia de vender cocaína adulterada para poder ter mais dinheiro para “se picar” e chama seu grande amigo Tyrone (o cara fudido que sonha em crescer na vida) e sua namorada (a Marion, personificada pela grande Jennifer Connelly – checar grafia) para fazer parte do negócio. Até ai tudo muito bem, tudo muito bem. Do outro lado da cidade, a simpática e risonha D. Sara, vive sua vida sofrida e solitária, cuja única diversão é ver televisão. Através desse vicio, ela consegue esquecer de todos os problemas relacionados a sua vida tediosa e carente de atenção. Ah, e ela tem um sonho: aparecer na televisão um dia. Não pretendo discorrer mais sobre o roteiro do filme e sobre o que acontece com eles porque isso seria dar spoilers e eu não sou mais a pessoa pró-spoiler que era antigamente. Vou focar minhas atenções na personagem Sara Goldberg -ela me conquistou e fisgou toda a minha atenção, essa danada.
Um dia essa linda moça recebe um telefonema dizendo que ela seria chamada para um programa de tv. A mulé~ entrou em surto. Tinha porque tinha de mudar a aparência e emagrecer de todo jeito. Inclusive, ela passou a ser uma celebridade instantânea na vizinhaça. Tudo perfeito. O que poderia acontecer de pior?
Desde então, começou a vigília diária da balança e da caixa de correios, esperando por pesos perdidos e informações do programa sobre quando ela iria aparecer. A dieta rigorosa não estava trazendo resultados esperados e ela resolveu, então, procurar um médico que a receitasse remédios para emagrecer e assim aconteceu. Ela passou a tomar pílulas em certos horários e uma para dormir. Só que ela não contava com os efeitos colaterais: alucinação e paranoia. Não que remédios para emagrecer causem isso (rs), mas acontece que no começo dos anos de 1980, a metanfetamina era uma substância utilizada para esse fim (depois se descobriu o malefícios etcetc). Do uso excessivo, D. Sara ficou louca coitada; entrou no ralo mesmo e não conseguiu sair. Louca de pedra. Resumo da ópera: Ela terminou internada em um hospital psiquiátrico e vivendo tratamento de choque. Sua vida toda foi destruída e até mesmo sua dignidade. E tudo isso por causa do sonho de fama que lhe venderam. O sonho de felicidade que ela foi condicionada a acreditar que existia.
Ponto alto do filme é a fotografia e edição. Tudo no filme passa a sensação de ~lombra~ e ~fritação~ de droga sintética. A cena da Sara ligando a tv por exemplo, entre outras. A maquiagem também é sensacional. A Ellen Burstyn se transformou mesmo a ponto de se tornar irreconhecível no fim do filme.
No final, eu fiquei extremamente reflexivo e uma pergunta povoa minha mente até hoje: quanto vale um sonho? Onde que a busca por um sonho deixa de ser válida e se torna obsessão?
Fica ai a dica de filme e reflexão.


Ellen Burstyn <3

Trailer:

Sinopse:

 Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos.
Harry Goldfarb (Jared Leto) e Marion Silver (Jennifer Connelly) formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre.
Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe (Ellen Burstyn), para conseguir dinheiro.
Já Sara, mãe de Harry, viciada em assistir programas de TV.
Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que transmitido para todo o país.
Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico.
Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento. (Fonte: Filmow)



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Mini-drops: Give Me What You Like

Já dizia minha avó: "Macaco nunca olha pro rabo, só olha pros dos outros".
Muito fácil reconhecer o erro e os defeitos dos outros, mas assumir os seus próprio ninguém quer...
A vida é uma ironia sem tamanho.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mini-drops: Reflexões de um alguém insone

2:20 a.m.: É tanto amor que sinto que chega a doer. Tanto amor que não cabe dentro de mim; tanto amor que acho que vou explodir. Tanto amor que pode nem ser de verdade...

2:26 a.m.: No que eu posso confiar: no que vejo ou no que sinto?

2:30 a.m.: nossa, tá ficando frio. Tenho que fechar a janela.

2:35 a.m.: Me sinto preso num conto machadiano ou como em Dom Casmuro. Sou Bento, preso na eterna dúvida da fidelidade de Capitu.

2:40 a.m.: me diz, Deus, por que que minha vida está assim?

2:41 a.m.: Estou surtando.

2:46 a.m.: - Preciso de uma cerveja.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

a chama

shine bright like a diamond~


Mesmo não tendo a quantidade de experiências que muitos se gabam ter, eu aprendi muito no pouco tempo que estou aqui na terra. Talvez, chamem isso de resquícios da vida passada; uma alma antiga.

Sou muito de aprender pela observação. E hoje observo a chama. Intensa e ofuscante desde o início, se extingue na primeira lufada de vento.

Há de ser paciente, jovem padawan, para que não se extingas na primeira lufada de vento!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Verônicas.

Trecho muito interessante do livro que eu estou lendo ("Verônica Decide Morrer", do Paulo Coelho) que eu quero compartilhar com vocês... que fique de reflexão sobre como vivemos nossas vidas.




"Era verdade que levara até as últimas consequências muitas coisas na sua vida, mas só o que não era importante - como prolongar brigas que um pedido de desculpa resolveria, ou deixar de ligar para um homem pelo qual estava apaixonada, por achar que aquela relação não ia levar a nada. Fora intransigente justamente naquilo que era mais fácil: mostrar para si mesma sua força e indiferença, quando na verdade era uma mulher frágil, que jamais conseguira destacar-se nos estudos, nas competições esportivas de sua escola, na tentativa de manter a harmonia do seu lar. 
Superara os defeitos simples, só para ser derrotada nas coisas importantes e fundamentais. Conseguia passar a aparência de mulher independente, quando necessitava desesperadamente de uma companhia. Chegava nos lugares e todos a olhavam, mas geralmente terminava a noite sozinha, no convento, olhando a televisão que nem sequer sintonizava os canais direito. Dera a todos os seus amigos a impressão de ser um modelo que eles deviam invejar - e gastara o melhor de suas energias tentando se comportar à altura da imagem que criara para si mesma.
Por causa disso, nunca lhe sobraram forças para ser ela mesma - uma pessoa que, como todas as outras do mundo, necessitava dos outros para ser feliz. Mas os outros eram tão difíceis! Tão imprevisíveis, viviam cercados de defesas, comportavam-se também como ela, mostrando indiferença a tudo. Quando chegava alguém mais aberto para a vida, ou o rejeitavam imediatamente, ou o faziam sofrer, considerando-o inferior e "ingênuo". 
Muito bem: podia ter impressionado muita gente com sua força e determinação, mas onde havia chegado? No vazio. Na solidão completa. Em Villete*. Na antessala da morte. "
(Paulo Coelho)

Villete - Sanatório onde acontecem os principais acontecimentos do livro.


XXXOXO

domingo, 23 de junho de 2013

Bem...

Creio ser desnecessário falar sobre os recentes eventos em relação a onda de protestos no país. Foi cedo demais falar que estava orgulhoso da nação.


terça-feira, 4 de junho de 2013

A História das Coisas

Você já parou pra se perguntar de onde vem as coisas?  Por que tipo de processo a matéria prima passou até se tornar esse notebook que você está segurando? E quais os atores envolvidos? Será que eles também têm notebooks para segurar? Será que eles sabiam que um daqueles que foram produzidos iria parar na sua mão? Por que será que nosso conforto acaba significando a degradação do meio ambiente? Por que será que as pessoas não fazem algo para mudar essa situação?

São muitas perguntas que tenho certeza,  já se perguntaram isso também.
Tem pessoas que fazem mais que só perguntar.
Uma deles, fez um vídeo sobre. E muito interessante.
Bom despertar. 


XXXOXO

sábado, 1 de junho de 2013

Compêndio sobre a vida.

*a maioria das frases são de autores desconhecidos*
*sugiro que leia o post ouvindo wish you were here do incubus, boa leitura*


Você tem que aprender que certas pessoas permanecerão no seu coração. Mas não na sua vida.

Tudo na vida é passageiro. Assim, se as coisas vão bem, aproveite-as porque não vão durar pra sempre. E se as coisas vão mal, não se preocupe tanto. Elas não podem durar pra sempre também.

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
(Charles Chaplin)

Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível.
(Mahtma Gandhi)

Eu enterro meus dedos na areia
O oceano parece mil diamantes
 Espalhados sobre um cobertor azul 
Eu me inclino contra o vento, querendo flutuar 
E nesse momento estou feliz 
Feliz
(Incubus)
Alguns amigos vão apenas sumir
E pelo menos uma vez, uma mulher vai te trair
Mas você também, um dia, trairá
Vai aprender que ainda não sabe amar

Eu achava que não
Hoje eu sei que vai...

Vai passar,
E eu nem vou perceber
Vai mudar,
E eu sei como vai doer...
Demais.
 (Fresno)


Partidas.

Se fosse possível adicionar uma trilha sonora, creio que seria "Good Luck" da Vanessa da Matta e do Ben Happer. Clichê, eu sei, mas, sem sombras de dúvidas, era a que melhor se encaixava.

"É só isso, não tem mais jeito; acabou, boa sorte"

Eu tinha os meus motivos. Não sei se os melhores e mais justos, mas meus. Todo aquele vórtex emocional para o qual eu estava sendo tragado estava me matando fazia algum tempo. Já dizia o Pequeno Príncipe que "você é eternamente responsável por aquilo que cativas" e eu tinha me tornado responsável por ele. É inegável os sentimentos que eu tenho em relação a ele e o quanto significou. Acontece que, no momento, eu não posso ser "de alguém", "para alguém". Infelizmente, é assim.
Meu coração, já remendado pelas feridas anteriores, se comprimiu e implodiu ao ver a expressão dele e a pergunta "por que isso?". Por que isso? Eu não sei. Mas sinto que deveria fazer o que fiz.
A chuva caía impiedosa e indiferente ao que se passava. Ou talvez até os céus sabiam o quanto foi difícil tomar a decisão que tomei.
 Não vou esquecer suas últimas palavras para mim "Eu só queria que você vivesse, Uigue... Eu sinto que você não sabe viver o momento, vive e depois se martiriza por isso."
Bem, talvez seja isso.


Abracei-o uma última vez e senti que talvez tivesse cometendo um erro. Mais um erro cometido para proteger os sentimentos de outra pessoa e os meus sentimentos também.
Esse negócio de relacionamento é uma droga.
E eu meio que já sinto sua falta, R.

domingo, 26 de maio de 2013

.confiar

Vivemos em um época em que, a cada dia, se torna mais difícil confiar em qualquer pessoa. Guiamo-nos pela aparência  e quase sempre fazemos julgamentos errados sobre quem/o quê nos cerca. Vejo-me cada vez mais angustiado. Angustiado sem saber o que é que me espera depois.
Como é que se define confiança?
Como é que se mede confiança?
Dá pra julgar uma pessoa pelo que outra pessoa fala ou faz? Ou que os outros dizem que ela faz, mas você não acredita que ela seja capaz?
Será que não conheço quem eu me relaciono direito?

Talvez, eu esteja cercado de pessoas que não são o que realmente são. Ou talvez eu seja cego. Não sei. Só queria uma luz.