quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mini-drops: Reflexões de um alguém insone

2:20 a.m.: É tanto amor que sinto que chega a doer. Tanto amor que não cabe dentro de mim; tanto amor que acho que vou explodir. Tanto amor que pode nem ser de verdade...

2:26 a.m.: No que eu posso confiar: no que vejo ou no que sinto?

2:30 a.m.: nossa, tá ficando frio. Tenho que fechar a janela.

2:35 a.m.: Me sinto preso num conto machadiano ou como em Dom Casmuro. Sou Bento, preso na eterna dúvida da fidelidade de Capitu.

2:40 a.m.: me diz, Deus, por que que minha vida está assim?

2:41 a.m.: Estou surtando.

2:46 a.m.: - Preciso de uma cerveja.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Mini-drops: Sobre rios

De tantos encantos, nenhum se compara ao teu.
Vivo de desaguar em afluentes só para no nada desfazer meu eu.
Vazio, triste e frio.
Sem teu mar para desaguar meu rio.
Sinto falta do doce balanço e acalanto de tuas ondas.
Sinto falta do teu amor.
Sinto e falta.

Mini-drops: Pode ser ou é

Em mundo de tantas idas e vindas, onde a moral é tão duvidosa e questionável, como definir o que é certo ou errado?
Ou mesmo no quê ou quem confiar?
São tempos difíceis para os sonhadores... não creio que eu queira continuar vivendo num mundo desses.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Transparente

O blog tem andando meio parado né? Mas, prometo, em breve, consertar isso. Por enquanto, vou postando uma besteirinha aqui outra ali pra enganar vocês hahah

Abaixo, uma das músicas que eu mais tenho ouvido nos últimos dias, no estilo de furar o fone rs
Com vocês: Limpido


(é uma delícia, btw)

{Forse noi non siamo fatti per cambiare
Forse noi non lo saremo mai
Ma non è principio imprescindibile
Di ciò che sei per me

(...)

Lascerò che sia il tempo
A decidere chi sei per me
Lascerò all'istinto
E dai buio tutto tornerà
Limpido, limpido}



[ trad.: Talvez nós não somos feitos para mudar
Talvez nós nunca seremos
Mas não é princípio imprescindível
Daquilo que você é para mim
(...)
Deixarei que seja o tempo
Quem vai decidir o que você é para mim
Deixarei ao instinto
E da escuridão tudo se tornará
Transparente, Transparente]





Causos cotidianos: R.U.

Estava eu no bendito do Restaurante Universitário, comendo uma "deliciosa" refeição (a soja tinha gosto de cachaça) quando me deparo com uma cena que talvez eu nunca esqueça: tinha um homem sentado na mesa da frente olhando pro próprio prato de comida e suspirando. Logo em seguida, ele para uns 30 segundos e continua a olhar para o prato até que algo o faz inciar os ~trabalhos~. Nunca vi alguém tão triste na minha vida. Acho que, no fundo, eu o entendo: não é nada fácil comer no R.U.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ora Yê Yê, Oxum! Abençoada seja, minha mãe!








Acho que não é segredo pra ninguém que eu sou ~ocultista~. Faz tempo que eu comecei meus estudos no oculto e posso dizer que hoje sou muito mais feliz do que quando eu era católico. Minha mente se expandiu e minha alma se tornou livre, então.
Recentemente, comecei a andar pela Umbanda, por encantamento com seus ensinamentos e a beleza dos mitos. Não pretendo discorrer sobre o assunto (não agora) e o motivo pelo qual escrevo esse post é pra compartilhar a minha história preferida de um dos orixás que regem minha cabeça (e espero que seja ela a dona do meu eledá, com todo respeito, meu pai Oxóssi). Com vocês, a Rainha Oxum:

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Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá:
- Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios!
E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha:
- Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar!
Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse.
- Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino.
Ao que Exu respondeu:
Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!
Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia.
Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum:
- O que você quer aqui mocinha?
- Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado.
- E por que quer aprender a magia?
- Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios!
As Yámi, há muito querendo "pegar Exu pelo pé", resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu.
Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu:
- Ensina-me a ver os búzios, Exu?
- Não e não! Foi sua resposta.
Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego.
- Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu.
Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu:
- Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?
- Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!
- Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16?
- Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.
- Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande!
- É Okanran! Ai! Ai! Não enxergo nada!
- Olha, achei outro, é menorzinho.
- É Eji-okô, me dê, me dê!
- Ih! Exu,. Achei um compridinho!
- E Etá-Ogundá, passa para cá....
E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado.
- Hum! Acho que essa garota me passou para trás!
No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu.
Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai:
- Fiz tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!
"Ora Yê Yê, amor.... Ora Yê Yê, Oxum...

sábado, 14 de setembro de 2013

Micropost: Balancete de 2013.

Estamos nos aproximamos da reta final do ano de 2013 e com isso vem aquela sensação de que tudo que planejamos lá em janeiro, na hora de pular as ~ondinhas~, não foi realizado. Em verdade vos digo, todo ~reveião~, eu nunca faço o que eu planejei pro andamento do ano. É frustrante e delicioso. Frustante porque, reconheço a minha incapacidade de seguir o planejado e delicioso porque me mostra o quanto que a vida pode ser surpreendente.

Esse ano teve de tudo pra ser ruim. E tá sendo. Ô anozinho sofrido esse.
Foi ano de reviravoltas intensas, emoções fortes e descobertas. E foi assim pra todo mundo, não só pra mim.
Ainda assim, tive gratas surpresas. Não posso dizer muito mais, senão estraga meu post de final de ano, digo apenas que há coisa ainda pra vir. So, bring it on!